Ai vai leva toco mesmo, não sabe procurar direito.

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Ai vai leva toco mesmo, não sabe procurar direito.

Mensagem  Admin em Sab Ago 09, 2008 6:12 pm

Ai vai leva toco mesmo, não sabe procurar direito.

>>esse negócio de procurar direito é outra balela, porque as mulheres vivem em um mundo globalizado, participam das mesmas coisas, gostam das mesmas coisas, e para homens, o gosto também é parecido.
a não ser que ela vive fora de tudo isso, ou isolada em uma ilha.

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Nessahan Alita^^

o problema teu e de muitas mulheres é que vcs entram nas comunas de relacionamento e acham que aqui tem que ser como na vida real, que os homens deixam de dizer o que pensam para conseguirem o que querem com vc ou vcs..
dai porque o pessoal aqui é mais direto e sem rodeios, vcs não estão acostumadas com isso na vida real, acreditam piamente que o cara tem algum problema.. na real, todos homens veem isso, até os que te elogiam ou sao feministas, no fundo todos sabem que a mulher moderna e feminista perdeu todo o valor que tinha como mulher, porque inveja o homem e só quer imitar as merdas que nós fazemos. essa é a liberdade que vcs feministas defendem.. rss


1- 50% das mulheres jamais teve orgasmo.
2- Quantos puteiros "para mulher" existem?
3- Quem costuma pagar para ter sexo, o homem ou a mulher?
4- Quem está sempre disponível e disposto para sexo (inclusive sexo casual), o homem ou a mulher?
5- Quem é o maior consumidor de pornografia, o homem ou a mulher?
6- Quem é maior, o pênis ou o clitóris?
7- Quem prefere chocolate a sexo, o homem ou a mulher?
8- Quem gosta de encoxar e quem não gosta de ser encoxada nos transportes coletivos?

Mulher gosta tanto de sexo quanto o homem? Só se for em outro sistema solar.

pensamentosdaanalu.blogspot.com
Paixão é doença

O psiquiatra Rubens Coura afirma que esse sentimento só traz infelicidade e defende que o problema seja tratado no divã e com a ajuda de remédios

O psiquiatra e psicanalista Rubens Coura, 51 anos, presidente do Comitê de Psicologia Médica da Associação Paulista de Medicina, é um desses pesquisadores amantes da alma humana e de suas facetas mais intrigantes. Depois de mergulhar no estudo da depressão e dos remédios para combatê-la, ele agora prepara as linhas finais de um novo estudo sobre um tema não menos inquietante: a paixão. E vem com uma tese que promete dar um nó na cabeça de quem imagina que estar apaixonado é a melhor coisa da vida. “A paixão é muito destrutiva. É cega, possessiva. Diria que, infelizmente, as pessoas continuam se apaixonando”, diz, categórico.

Para chegar a essa desconcertante conclusão, Coura se valeu de sua experiência atrás do divã. Também se debruçou na análise da história da soror Mariana do Alcoforado, freira portuguesa que viveu no século XVII e autora das famosas Cartas portuguesas. São escritos para o conde de Chamilly, capitão do Exército francês, por quem Mariana foi perdidamente apaixonada e não correspondida. A pesquisa resultará na produção de um livro, ainda sem nome, que deverá ser publicado até o final do ano. O trabalho conta também com a participação da artista plástica Ely Bueno e do pesquisador português Leonel Burrella, que trabalha no convento onde viveu a freira, na cidade de Beja. Para falar sobre as armadilhas da paixão, de suas diferenças em relação ao amor e ainda de suas consequências, Coura recebeu ISTOÉ em seu consultório, localizado na avenida Paulista.

Istoé – Por que o interesse pela paixão?
Rubens Coura – Este trabalho sobre a paixão faço há vários anos. Mas o livro é alusivo a soror Mariana do Alcoforado, a freira portuguesa do século XVII que escreveu as famosas Cartas portuguesas. São cartas de paixão por um capitão do Exército francês, o conde de Chamilly. As cartas existem, e são cartas que ela escreveu muito apaixonada. Ela falava até em suicídio por não ser correspondida. Tudo indica que ele não correspondeu. Para sorte deles, eu diria.

Istoé – Por que sorte deles?
Coura – Se fosse bilateral, ao contrário do que se costuma apregoar por aí, teria terminado muito provavelmente em morte, em algo muito ruim.

Istoé – E o que aconteceu com ela?
Coura – Depois que a paixão terminou ela continuou freira e viveu até os 80 anos.

Istoé – O que é paixão?
Coura – É um arrebatamento, de mal conhecer o outro e já idolatrá-lo, sem limite, sem condição alguma. O outro pode ser de qualquer tipo, nível cultural ou social. Não é preciso conhecer sua vida, família. Amor à primeira vista é, na verdade, paixão amorosa à primeira vista. A paixão é solitária. Ela vem antes do outro.

Istoé – Ela pode se transformar em amor?
Coura – Muito dificilmente. Isso é raro acontecer.

Istoé – Mas quando se começa um namoro, as pessoas se dizem apaixonadas.
Coura – É mais um entusiasmo de conhecer alguém interessante e usar a palavra paixão. Mas não é paixão.

Istoé – Qual a diferença entre o entusiasmo e a paixão?
Coura – O entusiasmo é a vontade de conhecer mais a pessoa. A paixão é cega, é uma devoção completa. É possessiva. Não se pode ficar longe do objeto da paixão.

Istoé – E o amor?
Coura – O amor não é instantâneo e brutal como a paixão. É sempre bilateral e se desenvolve com contato, admiração pelas qualidades, perdão pelos defeitos. Amplia as coisas. Quando duas pessoas se amam, costumam alargar o círculo de amigos, de interesses. Elas evoluem em suas profissões, estudam mais. Na paixão, não. Só querem um ao outro. Mas o amor tem algo da paixão. Afinal, paixão é como uma prévia do amor. Não no sentido de se transformar em amor. Isso é raríssimo. É um ensaio de amor do adolescente. É natural nessa fase.

Istoé – E não tão desastrosa?
Coura – Como o adolescente em geral não tem tanto alcance social e material e como a paixão muitas vezes não é correspondida, ela pode ser vista como uma doença normal da adolescência. Persiste no adulto por várias razões como algo neurótico, quase psicótico.

Istoé – Todos se apaixonam um dia?
Coura – Em algum grau sim. Nem todos têm a paixão devastadora nem o azar de ser correspondido. O amor correspondido é uma maravilha, mas a paixão é um desastre. Ela é quase uma loucura.

Istoé – É sempre doença?
Coura – Sim, porque não conta com o outro, quer controlá-lo. O apaixonado idealiza uma pessoa violentamente e descobre uma vítima para moldá-la para aquilo que já está pronto dentro de si.

Istoé – A paixão pode durar uma vida?
Coura – Não. Em geral ela é fugaz.

Istoé – O sr. se lembra de alguma história que tenha marcado mais?
Coura – Lembro-me de um rapaz que estava apaixonadíssimo e a menina não correspondia. Parou de estudar, mal se alimentava, estava começando a consumir drogas. E eu pensando: que bom que não é correspondido, porque pelo menos ele vem buscar ajuda.

Istoé – Como tratar a paixão?
Coura – No divã. Depois de uns quatro meses, por exemplo, o rapaz me disse: que bom que não fiz nenhuma bobagem. Ele tinha pensando em matar a menina. O rapaz voltou a ser o que era antes. Quando se referia a ela falava palavrões.

Istoé – O sentimento se transformou?
Coura – O amor pode terminar em amizade. A paixão não. O apaixonado passa a odiar, a desprezar o objeto da paixão. É o sentimento às avessas.

Istoé – Só a psicanálise ajuda?
Coura – Com este rapaz só com psicanálise funcionou. Mas tem gente que precisa de tranquilizantes.

Istoé – Uma paixão nunca tem um final feliz?
Coura – De jeito nenhum. Termina em ódio, rancor, mágoa, vingança e às vezes morte. Acredito que muitos desses crimes por paixão amorosa saem na imprensa como assalto. Os familiares têm vergonha de assassinatos e suicídios.

Istoé – O que causa a paixão?
Coura – Em geral, é uma imaturidade própria do adolescente e que dentro de alguns limites é natural.

Istoé – E a paixão doentia que se repete?
Coura – A causa é um núcleo narcísico infantil que persiste. É uma neurose grave. Vem da evolução psíquica de cada pessoa. A pessoa não aprende com a paixão e a repete. Não é comum se apaixonar mais de uma vez na vida. As pessoas geralmente aprendem com a primeira e única paixão.
Istoé – Existe um traço comum na infância das pessoas que se apaixonam, como a rejeição de pai?
Coura – A paixão pode se tornar muito grave por vivências interiores, seja rejeição de pai ou de mãe ou rivalidade entre irmãos muito acentuada. Mas há paixões com evolução boa. Conheci uma adolescente perdidamente apaixonada pelo Tom Cruise. Ela assistia 15, 20 vezes ao mesmo filme dele, chorava quando o via e quando ele aparecia com alguma mulher. Orientando a família, disse que a paixão iria se dissolver em uns três meses.

Istoé – Ela terminou naturalmente?
Coura – Sim. A família era compreensiva e ajudou. Hoje ela não liga a mínima para o Tom Cruise.

Istoé – Como a família deve reagir?
Coura – Ela não pode contrariar, falar mal dele. Contrariar aguça a paixão. Tem que compreender isso e tentar vê-la como abertura que é, trôpega, para um futuro amor. A capacidade de amar começa a se abrir via paixão.

Istoé – Mas se apaixonar é gostoso, não?
Coura – A lembrança dela pode ser gostosa, mas a paixão é sofrida. Tem bons momentos, mas tem muito de insegurança, de sofrimento, de autodesvalorização.

Istoé – Há um nível normal de paixão?
Coura – Sim. A da menina pelo Tom Cruise, por exemplo. O apaixonado pode ser acolhido pela família, pelos amigos. É um problema que vai se resolvendo com a compreensão. Quando ela é mais forte, está sempre ligada a núcleos de problemas infantis. Aí ela pode ser muito forte e sofre-se muito.

Istoé – E como deve agir o objeto da paixão?
Coura – O Tom Cruise, por exemplo, deveria responder a carta, dizendo que algum dia talvez possa conhecê-la. O vizinho poderia dizer que ela é uma menina interessante, mas que ele está em outra. Não mostrar desprezo ou brincadeira. E também não abusar da pessoa. Porque o que for pedido, ela faz.

Istoé – Isso é fácil acontecer?
Coura – Já ouvi falar, mas não presenciei esse abuso. Mas o objeto da paixão deve ter uma atitude compreensiva, respeitosa e procurar ficar longe. Se a pessoa não está apaixonada, por que transar?

Istoé – Por vaidade...
Coura – Sim. Saber que alguém está apaixonado por nós envaidece. Mas deve-se ter a consciência de que a paixão é interna.

Istoé – A história está pontuada de paixões loucas, como a de Camile Claudel por Rodin.
Coura – Sim, mas ela também tinha outra psicose junto e a paixão se cronificou. Por ser psicótica, Camile Claudel nunca conseguiu passar do nível de paixão para o do amor. Ela ficou no nível mais primário.

Istoé – Pode-se dizer então que Camile Claudel tinha uma fixação pelo escultor?
Coura – Sim, porque durou quase a vida toda. A fixação é diferente da paixão. Pessoas imaturas emocionalmente não desenvolvem relacionamentos sadios. Alguns homens ficam ligados a vida inteira à mãe e não conseguem ter uma namorada ou esposa com quem mantêm uma boa relação. Ou então uma mulher que é fixada no pai e por isso não se relaciona bem com o homem. Mas isso não é paixão. São pessoas que trabalham, namoram, mas têm uma dificuldade focada na área do amor. Podem até amar alguém, no entanto estão contaminados de pai e mãe. A paixão é muito pior do que isso.

Istoé – É possível amar sem nunca ter se apaixonado?
Coura – É difícil. Em larga medida, é como uma doença inevitável, como as dores do crescimento. Quando o adolescente cresce, sente dor em várias articulações. A paixão é uma dor psíquica de crescimento.

Istoé – Quais os sinais de que a paixão está grave?
Coura – O apaixonado não percebe nunca. Acha que está como sempre foi. Mas os próximos percebem e falam. Vêem que ele não está mais estudando, mal se alimenta ou come sem parar quando antes não era assim. Não dorme direito e o único assunto é o objeto da paixão

Istoé – Há mais incidência entre homens ou mulheres?
Coura – Os dois são acometidos.

Istoé – E ela se manifesta de maneira diferente?
Coura – É basicamente da mesma forma. A diferença maior é que os sentimentos da mulher, sejam eles paixão ou amor, são bem recebidos socialmente. Com o homem ocorre o contrário.

Istoé – Por isso os homens escondem tanto a emoção?
Coura – Sim. É social. Sentimento é considerado erroneamente como uma fraqueza do homem. Homem não chora.

Istoé – As pessoas dão pouca importância à paixão?
Coura – Atualmente sim. Dá a impressão de que a paixão não existe mais e até às vezes o amor. As pessoas querem ser pragmáticas, objetivas, e pensam que isso exclui o amor e a paixão.

Istoé – A afirmação de que ela é doença é consenso?
Coura – Em geral não ouço essa opinião. Entre psicanalistas fica melhor aceito como algo narcísico, egoístico. É considerada um desvio doentio do narcisismo. Mas é uma característica do ser humano. Nenhum animal tem.

Istoé – A doença pode surgir em qualquer idade?
Coura – É raro, a não ser essas pessoas que se apaixonam com frequência.

Istoé – Não conseguir passar da paixão para o amor pode ser sinônimo de medo de amar?
Coura – Claro, a paixão é muito mais fácil. Eu sou eu e acabou. E a paixão não se transforma em amor porque dá ressaca de vingança, ódio, ressentimento. Mas pode uma paixão terminar completamente e a pessoa se reencontrar e desenvolver o amor.

Istoé – O sr. compara a paixão com alguma outra doença?
Coura – Acho que pessoas que se apaixonam a toda hora e não conseguem passar desse estágio são como um alcoólatra. Ele bebe, sabe que está errado, todos sofrem, ele sofre e não consegue evitar a bebida. Aí pára por um período, e como continua com os mesmos núcleos neuróticos, geralmente volta a beber. Paixões que se repetem são como o alcoolismo. Um adolescente tem um grande porre, como um batismo, mas raríssimos se tornarão alcoólatras. Paixão é parecido.

Istoé – O sr. consegue perceber quando alguém está doente de paixão?
Coura – Às vezes. Posso quase afirmar, por exemplo, que dona Nicéa Pitta está apaixonada. Por outro. Alguém que a instigou a se virar contra o marido. A paixão, mais do que o dinheiro, é capaz das coisas mais absurdas.

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